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Se Eu Vivesse Tu Morrias

Miguel Castro Caldas

Este trabalho tem o carácter de um ensaio, de uma tentativa, de uma investigação; trata-se da exploração de um dos limites do teatro: o texto. O texto está disponível ao mesmo tempo que a sua representação; os espectadores poderão alternar entre a leitura e a visão do espectáculo. Interessa neste projecto esse intervalo particular, entre ver e ler.

Embora ler seja simultaneamente ver, a leitura representa uma espécie de cegueira – só se lê se não se virem as letras, as palavras, as frases, o texto; só se acede ao significado se se descartar a forma. Este projecto acontece precisamente nesse intervalo: entre ler e ver, entre o livro e o palco, na intermitência da atenção do espectador, entre o levantar e o baixar da cabeça, num movimento de gola. Dir-se-ia então, que este projecto serve para investigar a visibilidade do texto teatral, inclusive as didascálias – esse texto afónico que coreografa tudo o que se vê num palco.

 

Concepção Miguel Castro Caldas, Lígia Soares e Filipe Pinto Direcção e Texto Miguel Castro Caldas Cocriação, interpretação e figurinos Lígia Soares, Miguel Loureiro e Tiago Barbosa Cenografia, imagem, figurinos Filipe Pinto Cocriação, som, vídeo, luz Gonçalo Alegria Cocriação e assistência aos ensaios Catarina Salomé Marques Pré-produção Marta Raquel Fonseca Produção executiva Vânia Faria Gestão e Difusão [PI] Produções Independentes

Co-produção Fundação Caixa Geral de Depósitos – Culturgest e Fundação GDA
Apoio à produção Pólo Cultural das Gaivotas- CML, AND_Lab | Research on Art-Thinking & Togetherness | Máquina Agradável - Associação Cultural | Enseada Amena – Associação Cultural

Agradecimentos Ana Matoso, António Gouveia, Bruno Humberto, Fernanda Eugénio, Marta Rema, Miguel Cardoso, Susana Gonçalves

 

Vitorino Coragem

Vitorino Coragem

Vitorino Coragem