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Poeira de Estrelas

Recortes

“Em “Poeira de Estrelas”, senti  a abordagem, tanto à ideia de universo, como da relação do corpo com o mundo.
O universo está presente no confronto entre o cubo, enquanto concentração de toda a matéria, e a sua desmontagem transformadora da envolvente através de volumes e de poeira. Este evento é uma espécie de big bang. Simultaneamente, o cubo, enquanto objecto, transporta-nos para o mundo terreno, sendo a  representação da perfeição geométrica. Os engenhos mecânicos, resultantes da desmontagem do baú, são elementos que despoletam memórias dos instrumento que são no estabelecimento do homem no mundo e consequentemente no universo. A areia é uma espécie de antítese dos instrumentos sendo a matéria inerte do mundo. Contudo, é também o elemento mínimo, a partícula que tudo compõe no mundo, e no universo.
O paralelismo parece-me dos aspectos mais interessantes da peça, pois contém significados que, atingindo talvez de forma diferente jovens e adultos, alimentam-se reciprocamente na narrativa sobre a toda a existência.”
 

 

-David Bernardino/ architect, enviado por email

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©Ana Rita Mendes